O pecado continua sendo uma das realidades mais sombrias da vida humana. Ele entorpece, corrói e distorce tudo o que toca, inclusive nossa percepção das coisas santas. Mesmo como cristãos, não somos imunes às suas influências, e frequentemente sentimos seu peso em nossa sensibilidade de realidades espirituais.
Ao longo da história, homens piedosos perceberam essa verdade com profundidade. O batista particular do século XVII, Thomas Wilcox, alertava que, se retivermos culpa e autojustificação, estes venenos devoram os sinais vitais da alma, expondo-nos às tempestades que virão contra nós (Mt 7.27).
O puritano batista John Bunyan confessava que o pecado o afligia desde a infância, levando-o a temer pela própria eternidade. E Thomas Watson descrevia como o pecado perturba, humilha, afasta de Deus e destrói o que deveria ser precioso.
Diante disso, somos lembrados de que nosso problema não é falta de conhecimento, mas falta de luta e de entrega sincera.
Sabemos o que é correto, porém, nem sempre agarramos a verdade com o vigor necessário. O pecado atua justamente onde cessamos de resistir. Ele se estabelece quando afrouxamos nosso contentamento em Deus, como ocorreu com Adão e Eva, que desprezaram aquilo que era glorioso e comum em sua comunhão diária com o Senhor (Gn 3.8).
“Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.” (Gn 3.8)
Da mesma forma, quando negligenciamos os Meios de Graça, abrimos brechas para que o pecado reorganize nossas prioridades.
É por isso que precisamos olhar com seriedade para os instrumentos pelos quais Deus sustenta e alimenta a nossa fé:
A vida da Igreja, as amizades piedosas, os exemplos de humildade, os tutores espirituais que nos ajudam a enxergar com clareza e as disciplinas espirituais que guardam o coração.
Quando relaxamos ou negociamos esses Meios de Graça, aquilo que deveria acompanhar toda a nossa peregrinação torna-se apenas uma estação temporária. O pecado, sendo ausência do bem, ocupa o espaço que deixamos vazio.
Assim, somos chamados a examinar com sinceridade nossos afetos e escolhas:
Quantas vezes negociamos nosso tempo com Deus, relaxamos em nossas devoções?
Quantas vezes alimentamos mal-entendidos, julgamos irmãos ou ferimos a Igreja por causa do nosso ego?
Quantas vezes deixamos o orgulho falar mais alto do que a voz do Espírito?
Quantas vezes nos esquecemos que nossa vida está vinculada ao bem da Noiva de Cristo?
Como deveríamos agir, ficar a postos, combater aquilo que é imaterial, mas que é vital para nossa fé?
Deveríamos fazer resoluções que realmente guardem nosso coração junto a Deus e toda à família de Deus.
EXEMPLOS DE RESOLUÇÕES PIEDOSAS E INTENCIONAIS:
Não negociareinada que me aproxime de Deus. Ele é a suprema prioridade em minha vida. Terei tempo com Ele, diariamente!
Honrareie me aproximarei, tanto quanto puder, da família da fé, considerando-a como a porção do povo celestial aqui na terra, com quem herdarei a eternidade.
Nenhuma outra instituição ou compromisso tomaráo lugar da Igreja do Senhor em minha vida… considerando que ela é o braseiro para manter acesa a minha brasa da fé.
Preservareia integridade do meu irmão… concederei a ele o benefício da dúvida, mesmo que me humilhe ou me cause dor!
Não sereicombustível para difamações ou fofocas… serei instrumento de repreensão!
Assumireia postura de sempre suspeitar de mim mesmo, antes de culpar o próximo!
Tomareios meus líderes espirituaiscomo instrumentos de Deus sobre a minha vida e meu lar… confiarei neles e os seguirei!
Não serei, de forma alguma, instrumento para macular a Noiva de Cristo, fugirei disso a todo o custo!
CUIDADO… O Pecado corrói, deteriora, dizima… ele embriaga e ilude para conseguir um aliado, um cúmplice que, invariavelmente, destrói.
O pecado transforma o corpo em um hospital: provoca febres, úlceras e cânceres. O pecado sepulta o nome, deteriora os bens e afasta os relacionamentos mais próximos, como os dos membros do nosso corpo. O pecado é o cavalo de Troia, de seu interior emerge uma tropa de aflições. O pecado afogou o mundo antigo em um dilúvio e incendiou Sodoma. O pecado levou Sião para a Babilônia […]. O pecado aliena de nós as afeições de Deus […]. Israel pecou e não se arrependeu e então Deus matou e não se apiedou. O pecado é o grande humilhador. Não foi o pecado de Davi que o abateu? […]. Não foi o pecado de Manassés que o humilhou? O pecado transformou a sua coroa real em grilhões (2 Crônicas 33:11). Por causa do pecado, Deus transformou o grande rei Nabucodonosor em um animal […]. (Thomas Watson – A Malignidade do Pecado)
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Esse livro é uma obra maravilhosa, é realmente um manual, qua ajuda o cristão a permanecer firme na fé, e edificar a Igreja local com os dons que o Senhor nos deu.
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