Artigos
ENCONTREI UM PASTOR FIEL, E AGORA?

ENCONTREI UM PASTOR FIEL, E AGORA?

O presente artigo é baseado no sermão ministrado na Primeira Igreja Batista Reformada em Russas pelo Pr. Elivando Mesquita em 25.02.24.

“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência.” (Jr 3.15).

“Apascentá-las-ei de bons pastos, e nos altos montes de Israel será a sua pastagem; deitar-se-ão ali em boa pastagem e terão pastos bons nos montes de Israel.” (Ez 34.14).

Há perguntas que nascem não da teoria, mas da experiência. O tema “Encontrei um pastor fiel, e agora?” surge exatamente da compreensão de que nem sempre a teoria encontra correspondência na prática, especialmente quando refletimos sobre esse assunto. Não é difícil ser um pastor bíblico e fiel à vocação no silêncio e na tranquilidade de um escritório (At 20.28–31; 1Pe 5.2–3; 2Tm 4.2–5). O verdadeiro desafio é permanecer assim em meio ao barulho do mundo e ao tumulto do cuidado do rebanho.

Por isso, a presente reflexão surge do espanto, da surpresa e, em muitos casos, até da dificuldade de saber como agir quando alguém finalmente encontra homens que verdadeiramente desejam conduzir o rebanho a Cristo. A realidade é que muitos cristãos se acostumaram com pastores distantes, isolados do rebanho, com os quais mantinham pouco relacionamento e, por isso, desfrutavam de forma limitada dos diversos dons do ministério para além da pregação. Como consequência, não aprenderam o que significa ser verdadeiramente pastoreados. Outros, por terem passado tanto tempo feridos, acabaram desaprendendo o que significa ser cuidados.

A verdade é que vivemos dias em que pastores fiéis são raros. Não é difícil encontrar púlpitos movimentados, discursos eloquentes e líderes carismáticos e influentes. O difícil é encontrar homens cujo compromisso não esteja nos holofotes, na popularidade ou no benefício próprio, mas no Senhor do rebanho e no rebanho do Senhor. Homens que amam as ovelhas, choram e sofrem por e com elas e permanecem lutando por sua santificação mesmo quando são incompreendidos.

28 Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas. 29 Quem enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me inflame?” (2Co 11.28–29).

SIM! Pastores Fiéis são Raros.

Como Deus não pode enviar maior bênção para uma nação ou para um povo do que dar-lhes ministros fiéis, sinceros e justos, da mesma forma, a maior maldição que Deus pode enviar sobre um povo neste mundo é entregá-los a guias cegos, não regenerados, carnais, mornos e não qualificados.

George Whitefield

A grande verdade é que muitas pessoas aprenderam a sobreviver espiritualmente em ambientes abusivos e estéreis. Foram feridas por igrejas, machucadas por lideranças e decepcionadas por homens que deveriam protegê-las. Em vez de pastoreio, encontraram exploração. Em vez de discipulado, encontraram manipulação. Em vez de cuidado, encontraram profissionalismo religioso, politicagem e a teologia da aceitação e conforto. E, depois de experiências assim, o coração se torna defensivo, rígido e não ensinável.

Há pastores que aprenderam a arte da eloquência piedosa, mas nunca aprenderam a amar verdadeiramente o rebanho. Homens cheios de teologia, mas sem o cheiro de ovelhas. Sabem como emocionar multidões, mas não sabem sentar com uma família quebrada e disfuncional. Conseguem produzir sermões impressionantes e impactantes, mas são incapazes de considerar no coração as dores silenciosas de suas ovelhas. Tornaram-se profissionais do púlpito, especialistas em retórica, mas estranhos à vida comum da igreja local e as necessidades do rebanho.

Por isso, encontrar um pastor fiel é algo raro. Encontrar homens cujo compromisso é conduzir o povo de Deus a Cristo, ainda que isso cause desgaste, rejeição e sofrimento, é um presente da graça divina. Esses homens existem. São raros, mas existem. As Escrituras falam deles: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jr 3.15). Quando encontrados, não devem ser tratados como algo comum.

Ninguém se atreve a ensinar uma arte antes de primeiro, com meditação intencional, aprendê-la. Que precipitação, pois, do inábil assumir a autoridade pastoral, visto que o governo das almas é a arte das artes!

Gregório Magno

O problema é que muitos, depois de anos de feridas, tornam-se incapazes de reconhecer um abrigo seguro. Como um animal machucado que já apanhou demais, não consegue distinguir quem quer alimentá-lo de quem deseja feri-lo. Continua mordendo, desconfiando e resistindo. Mesmo diante do cuidado, permanece com as guardas levantadas.

Por outro lado, existe uma multidão de ovelhas que nunca aprendeu o que significa ser verdadeiramente pastoreada. Nunca tiveram pastores que realmente se preocupassem com sua proteção, crescimento, amadurecimento e santificação (Ef 4.11–13). Nunca desfrutaram de pastores que cuidassem delas dentro de um aprisco, mostrando os limites da segurança, ensinando a distinguir liberdade de libertinagem, decifrando e interpretando os discursos nocivos e camuflados da presente era (Jo 10.1–5; Gl 5.13; Ef 5.15–17).

Diante disso, tais ovelhas não conseguem compreender plenamente o que é uma vida piedosa e a santificação. Geralmente desenvolvem vidas controversas, não por maldade, mas por ignorância, abusando de vestimentas, do uso das redes sociais, das exposições públicas e virtuais, sem reconhecer o papel que exercem no seio familiar como esposas, maridos ou filhos (Ef 5.22–33; Ef 6.1–4; 1Tm 6.9–10).

Para alguns, a teologia torna-se apenas um adorno para o conhecimento e um alimento para a curiosidade (1Co 8.1). Leem livros, apreciam debates e temas controversos, mas nunca compreenderam que a verdadeira teologia é serva da igreja local (1Tm 3.15).

A consequência de tudo isso é que tais ovelhas nunca aprenderam a ser membros de igreja. Por isso, não sabem o que significa ser suscetíveis e vulneráveis a homens verdadeiramente escolhidos por Deus para o embelezamento da Noiva de Cristo e o avanço do Reino.

NÃO LUTE! Pode Baixar as Guardas.

Quando encontramos um lugar seguro, já não há necessidade de viver constantemente na defensiva. Na verdade, permanecer com as guardas levantadas torna-se um perigo.

Muitas pessoas encontram igrejas e pastores fiéis, mas continuam vivendo como se ainda estivessem em guerra ou como se fossem completamente independentes de todo o corpo, de todo o edifício, de toda a videira, de todo o rebanho. Tais pessoas ficam encantadas pela profundidade e fidelidade dos sermões, maravilham-se com a solenidade e reverência dos cultos, com a unidade e o amor da membresia, mas não compreendem, ou pelo menos não refletem devidamente, sobre o que lhes custará fazer parte de igrejas realmente intencionais e verdadeiramente comprometidas com o testemunho de Cristo no mundo.

Não é difícil compreender o motivo disso num primeiro momento, porque tais pessoas nunca aprenderam realmente o que é uma igreja local e o que significa ser membro de igrejas saudáveis. Continuam com suas defesas levantadas, racionalizando pecados, resistindo à exortação e contentando-se com a nutrição de uma autonomia espiritual perigosa.

Tornam-se especialistas em pastorear a si mesmas, seguem pregadores virtuais, idealizam pastores distantes e recebem conselhos de homens que não conhecem a sua própria história, suas lutas e seus desafios de vida — seus pecados.

Somos como pobres ovelhas indefesas; o diabo é muito sutil para nós. Qual é a nossa força? Qual é a nossa sabedoria? Como estamos prontos para nos extraviar! Quão facilmente somos arrastados para armadilhas inumeráveis, enquanto, entretanto, somos ousados e confiantes, e não duvidem, mas estamos certos e seguros! Somos ovelhas tolas no meio de serpentes sutis e lobos cruéis, e não sabemos disso. Oh, como somos inadequados para sermos abandonados a nós mesmos! E quanto necessitamos da sabedoria, do poder, da condescendência, paciência, perdão e gentileza de nosso bom Pastor!

Jonathan Edwards

Existe algo profundamente contraditório em tudo isso… Você é capaz de perceber? Não é possível pertencer a uma igreja local e selecionar como aceitável apenas aquilo que nos é palatável. Sermões bíblicos não possuem o compromisso de apenas nutrir o nosso conhecimento ou saciar a nossa curiosidade. O seu propósito é redentivo. Consiste em moldar o nosso caráter conforme a imagem do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Rm 8.29; Cl 1.28; 2Co 3.18).

E a igreja local é o habitat natural para testemunhar se tais sermões estão realmente exercendo o seu papel, quando os membros da igreja dramatizam, com a própria vida, aquilo que o púlpito expõe.

No entanto, outras contradições ainda podem ser percebidas em pessoas que visitam igrejas saudáveis. A sua disposição é como se ainda estivessem diante da tela de seus celulares ou computadores, degustando sermões aleatórios de influenciadores ou pregadores que não estão intencionalmente comprometidos com a sua santificação e pastoreio.

Dessa forma, colocam-se diante de púlpitos reais com as mesmas expectativas e ideais que carregam no ambiente virtual. O resultado é que, enquanto influenciadores e pregadores virtuais não possuem compromisso direto com a sua piedade e santificação, pastores e pregadores reais possuem.

Como resultado, tais pessoas acabam experimentando aquilo que o mundo virtual jamais lhes oferecerá: confrontação, exortação e exposição. Quando isso acontece, expectativas equivocadas e ideais não bíblicos geram frustração quando exposições bíblicas precisam ser dramatizadas em vidas que nunca aprenderam a ser exortadas e realmente pastoreadas.

Entendam… Na vida real, seria antiético um pastor invadir o rebanho de outro. Contudo, no ambiente virtual, isso se tornou normal. Muitos buscam nutrição espiritual e emocional através de figuras midiáticas enquanto ignoram aqueles que Deus colocou diante deles, homens de carne e osso, que conhecem suas lágrimas, suas crises familiares e suas batalhas secretas.

O resultado disso é uma espiritualidade fragmentada. A ovelha recebe um pouco daqui, outro pouco dali, e acaba deformada. O pastor local exorta, aconselha e acompanha, mas aquela alma já entregou seu coração a vozes distantes. Ela escuta tudo, menos aqueles que realmente velam por sua alma (Hb 13.17; 1Ts 5.12–13). Isso produz confusão espiritual, orgulho e resistência ao pastoreio e o discipulado verdadeiro (1Co 14.33; Pv 16.18; 2Tm 3.1–5).

1 Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, 2 pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, 3 desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, 4 traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, 5 tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.” (2Tm 3.1–5).

Creio que você já compreendeu o grande problema que tudo isso gera. Pessoas assim tendem a possuir o coração petrificado e a mente cauterizada, não necessariamente por causa da perversidade dos seus pecados em si, mas porque nunca foram, de fato, discipuladas e ensinadas a serem pastoreáveis.

Portam-se de forma altiva, possuem a disposição natural de confrontar os próprios oficiais, não aceitam exposição nem confrontação, justamente porque nunca foram alvo disso. Seus pastores eram distantes, seus tutores eram virtuais, seus conselheiros não as conheciam verdadeiramente.

Contudo, em uma igreja fiel, a aparência não é suficiente. O pastoreio verdadeiro expõe racionalizações pecaminosas utilizadas como subterfúgio para o pecado, desmonta justificativas vazias e sem fundamento, e nos relembra constantemente da nossa condição caída e, por isso, da nossa intensa necessidade de graça.

O Que Fazer Agora?

Bom… depois de tudo o que foi dito, o questionamento natural é: o que fazer quando encontramos um pastor fiel?

A resposta é simples… ainda que dolorosa: baixar as guardas.

Certamente existem algumas conclusões que comumente não são feitas, embora nasçam de verdades que nós mesmos concebemos tranquilamente. Uma delas é a graça do descanso que surge da compreensão da soberania divina (Sl 46.10; Mt 11.28–30; Rm 8.28).

Precisamos realmente descansar e simplesmente sermos cuidados, conscientes de que, se Deus colocou homens fiéis para nos pastorear, e identificamos neles atributos de fidelidade ao Senhor, já não faz sentido permanecer lutando (Jr 3.15; Ef 4.11–12; 1Ts 5.12–13). Lutar contra eles pode significar resistir ao cuidado providencial do próprio Deus.

Isso não significa idolatrar líderes ou ignorar suas falhas. Pastores continuam sendo pecadores que carecem da graça tanto quanto nós. São homens deficientes, imperfeitos, falíveis e frágeis. Ainda assim, foram estabelecidos por Deus para o cuidado do rebanho.

Na verdade, suas falhas, seus pecados e até características com as quais nem sempre concordamos tornam ainda mais evidente que é o Senhor da igreja quem realiza a obra, e não tais homens.

Costumo dizer com frequência à igreja que o Senhor me deu o privilégio de pastorear:

Só podemos pertencer a uma igreja quando identificamos que os seus líderes foram realmente vocacionados por Deus. Isso porque, ao pertencermos a essa igreja, tais homens não serão nossos inimigos, mas nossos cuidadores. Por isso, devemos baixar as guardas, assim como descansamos no cuidado do próprio Deus.

Portanto, quando encontramos um pastor fiel, algumas práticas precisam ser abandonadas e outras desenvolvidas:

  • A autonomia espiritual precisa morrer;
  • O orgulho precisa ser confrontado e mortificado;
  • A prestação de contas deve ser vista como um limitadora da carnalidade;
  • A ideia de que podemos viver isoladamente, selecionando conselhos apenas dos que nos agradam, precisa ser repudiada;
  • Precisamos compreender que pastores ideais, segundo as nossas disposições, não correspondem aos que foram idealizados por Deus — pecadores redimidos, mas dotados espiritualmente;
  • Entenda que o cristão não foi chamado para ser um consumidor de conteúdos da fé, mas uma ovelha em um aprisco real, sob cuidado real;
  • Não se engane, é fácil idealizarmos aqueles que estão distantes; difícil é manter a consideração e a honra por aqueles que caminham e convivem conosco.
  • Você mesmo pode incluir mais…

Ser pastoreado exige vulnerabilidade.

Exige admitir: “Meu casamento está adoecido”, “não consigo lidar com meu filho”, “minha alma está fria”, “meus pecados são piores do que aparentam”. Significa abrir o coração, abandonar as máscaras e reconhecer que precisamos desesperadamente da ajuda de outros — mutualidades. Pastoreio verdadeiro não massageia o ego, ele nos ajuda a mortificar a carne e a caminhar em santificação (Cl 3.5; Hb 12.14).

A mutualidade é um conceito impossível de ser desprezado pela nova criatura, pois é apresentada como o novo estilo de vida daquele que nasceu de novo. O que torna esse conceito ainda mais importante é o fato de que ele só pode ser plenamente vivido no contexto da igreja local.

livro – a nutrição da igreja

É preciso absorver a ideia de que, muitas vezes, esses homens parecerão nossos inimigos, porque não estão comprometidos com nossa carnalidade. Seu compromisso não é nos manter confortáveis, mas nos conduzir a Cristo. Eles lutarão contra nossos labirintos emocionais, contra nossas desculpas sofisticadas e contra nossas resistências espirituais. Não porque nos odeiam, mas exatamente porque nos amam.

Precisamos de homens que discirnam a nós mesmos, exponham diante de nós o nosso próprio coração, como se disso dependesse a nossa eternidade.

Conclusão

Encontrei um pastor fiel, e agora? APROVEITE.

Não transforme o milagre em algo comum. Não trate como miragem aquilo que Deus graciosamente colocou diante de você. Existem pastores fiéis, embora sejam raros. Existem igrejas fiéis, embora escassas. E quando o Senhor permite que você encontre homens piedosos, não endureça o coração.

Baixe as guardas. Pare de lutar contra quem está tentando conduzi-lo a Cristo. Pare de defender racionalizações, de proteger pecados e de construir labirintos morais.

Receba exortação. Receba cuidado. Receba discipulado. Porque o Senhor frequentemente nos alcança através de homens falhos, vasos quebrados, mas fiéis, homens que carregam no coração a responsabilidade de prestar contas pelas almas que lhes foram confiadas (Hb 13.17; 1Pe 5.2–4).

No fim, talvez a pergunta não seja apenas “Encontrei um pastor fiel, e agora?”. Talvez a pergunta seja: o que tenho feito diante da graça de Deus quando ela se apresenta na forma de um pastoreio fiel?

Assista o Sermão:

7 comentário sobre “ENCONTREI UM PASTOR FIEL, E AGORA?

    • Author gravatar

      Ler isso me faz refletir sobre o quanto nossa carne ainda resiste aos instrumentos que Deus levanta para o nosso cuidado. Assim como Israel resistia aos profetas enviados pelo Senhor, muitas vezes também resistimos ao ensino, à correção e ao pastoreio fiel. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e molde nosso coração para receber com humildade aquilo que Ele mesmo nos concede através do verdadeiro pastoreio.

    • Author gravatar

      O ministério pastoral é de outro mundo e impossível a homens. Somente a ação direta e poderosa do Espírito Santo para capacitar homens para algo tão extraordinário. Infelizmente essa reflexão de tesouro encontrado é muito menos feita do que se deveria nas Igrejas do Senhor Jesus Cristo.

    • Author gravatar

      Infelizmente a história se repete desde os tempos dos profetas e infelizmente hoje em dia temos essa escassez de homens de Deus e igreja fiéis, como foi mencionado pelo pastor Elivando neste artigo! Graças ao Senhor Deus pela IBRR e que os irmãos e àqueles que se achegarem à IBRR reconheçam como instrumentos de Deus, não resistindo às exortações sempre baixando as guardas entendendo que precisamos deles para a nossa santificação!

    • Author gravatar

      Infelizmente, muitas pessoas procuram igrejas que tem pastores que apascentam a si mesmo, esquecendo do rebanho, pois esses não tem o chamado do Senhor, mas querem ser reconhecido por não se meterem na vida das pessoas, diferentemente dos pastores fiéis, que se desgastam em prol das ovelhas a eles confiados, pessoas simples e que vivem longe de forma a agradar a Deus, e não aos homens.
      Pastores fiéis, muitas das vezes não são reconhecido, e o pior, são motivos de falatórios dos que não querem um pastor fiel.

    • Author gravatar

      Como é precioso poder desfrutar desse privilégio… louvo a Deus porque tenho sido alvo dessa tão maravilhosa, e rara, graça. Apesar de não ser fácil baixar as guardas, é necessário se dispor delas para se deixar ser cuidado e zelado pelo pastoreio fiel. Que Deus continue abençoando a vida destes instrumentos, dando força e coragem para cumprirem sua vocação. E que venhamos a honrar e valorizar estes que se doam sem reservas para o rebanho do Senhor!

    • Author gravatar

      Muito obrigado pelo texto, Pastor.

    • Author gravatar

      Lendo esse artigo, fui muito impactado, porque posso ver todo o cuidado e pastoreio que eu, minha família e meus irmãos temos por ter encontrado um pastor e uma liderança fiel. Que privilégio é poder estar em uma igreja pela qual podemos baixar as guardas e saber que de fato seremos cuidados. Não posso contar as inúmeras vezes que passei por dificuldades em minha família e tive um pastoreio de perto, cuidado esse que só quem teve o privilégio de ter sabe como isso é precioso. Quantas vezes cheguei na igreja destroçado, acabado, e fui exposto a uma pregação fiel que confrontou o meu pecado e fui restaurado. Diante de tudo isso, só posso pedir ao Senhor que dê e pague o galardão, a recompensa, a esses oficiais que velam por nossas almas, e que nós possamos ficar mais atentos para cuidar deles, não sendo ingratos diante de tanto cuidado que recebemos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *