
A NOSSA FORÇA EXIGE FRAQUEZA
Você já parou para refletir sobre isso? Parece uma contradição, não?!
Esse foi o pináculo das reflexões do apóstolo Paulo… esse foi o ponto máximo de seu entendimento em meio a suas lutas e dores… “[…] quando sou fraco, então, sou forte.” (2Co 12.10).
Contudo, observe a luta de Paulo até chegar a esse entendimento. Ele precisou ser vencido para que compreendesse esse tipo de pedagogia que não estamos acostumados a experimentar. Quando o Senhor Jesus lança em nós o necessário, para que vivamos em sua mais absoluta dependência. Foi assim com Paulo, “[…] foi me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear […]”. E ao contrário do que julgamos, existem dores que nos fazem bem. São dores e lutas que nos distanciam de nós mesmos e nos aproxima de Cristo. Assim compreendeu Paulo sobre seus açoites, “[…] a fim de que não me exalte.” (2Co 12.7).
Contudo, é natural que demoremos a compreender esse tipo de pedagogia “contraditória” utilizada pelo Senhor Jesus. Não somos acostumados a ser tratados dessa forma! Somos o foco da existência do mundo… ele nos idolatra e nos exalta, de uma forma que gostamos! Por isso, quando a força que temos vem de nós mesmos e não do Senhor, fazemos como Paulo, nos debatemos algum tempo, até percebermos que precisamos ser vencidos para ganhar. “Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.” (2Co 12.8).
A verdade é que, embora não percebamos, quanto mais resistimos a sermos fracos, quanto mais lutamos para vencer e não depender, mais sofremos. Simplesmente porque esse é um tipo de fraqueza que exige uma força diferente para experimentá-la. A força da dependência. Um tipo de força que só é possível ser germinada no esvaziamento de nós mesmos. Quando o campo do nosso EGO está limpo e arado. Essa força só é gestacionada quando nossa fraqueza suplica por Cristo, não por nós mesmos. Foi o que Cristo afirmou: “a minha graça te basta, porque o [meu] poder se aperfeiçoa na fraqueza […].” (2Co 12.9)
Paulo descreve quanto tempo demorou para compreender isso… com você pode ser bem diferente. Talvez, agora mesmo, você esteja se debatendo, resistindo ao invés de se entregar. Contudo, quando Paulo compreendeu… tudo mudou. Entenda, o Senhor não removeu as dores e lutas de Paulo! Paulo nada diz sobre ser removido dele o “espinho na carne”, o “mensageiro de Satanás” que o “esbofeteava” (2Co 12.7). Mas quando ele desistiu de lutar contra o Senhor, ele passou a lutar com o Senhor. “[…] de boa vontade, pois, mais me gloriarei nas [minhas] fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.” (2Co 12.9).
Meus amados irmãos, é justamente o reconhecimento de nossa fraqueza que nos levará à dependência do Senhor de nossas vidas! Quando isso acontecer, estaremos realmente prontos para a batalha. Entenda… para resistirmos a nós mesmos, não precisamos ser fortes, mas fracos! Fracos dependem, fortes resistem! Todavia, para resistirmos ao pecado, precisamos, primeiramente, depender do Senhor. Ele é a nossa força! Esse é o nosso trunfo!
“Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.”
(2 CORÍTNIOS 12.10).